Uso de água de reuso na construção civil é alternativa sustentável no ES

Uso de água de reuso na construção civil é alternativa sustentável no ES

No Espírito Santo uma iniciativa sustentável tem reutilizado a água as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em atividades industriais, construção civil e irrigação de espaços públicos.

Para evitar o desperdício de água tratada, própria para o consumo humano, a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) tem feito o tratamento capaz de remover de 95 a 99% da carga orgânica do esgoto.

Com isso, a água fica própria para o manuseio – não para o consumo – evitando assim que a água da torneira seja usada nesses processos industriais.

“O efluente, após passar por um processo de desinfecção por um equipamento ultra-violeta, recebe cloro granulado, que mantém a quantidade de cloro acima de 1 mg/l. Isso significa que a água de reuso é 100% segura para ser manuseada por humanos e pode ser utilizada para fins menos nobres, explica o engenheiro Fernando Baptista, da Cesan.

Alternativa sustentável para a construção civil.

Em 2015, quando a Prefeitura de Vila Velha passava por uma crise hídrica, a Agência Estadual de Recursos Hídricos e determinou a proibição do uso de água tratada para atividades diversas ao consumo humano.

Desde então, a irrigação de áreas verdes, a lavagem de ruas e outras atividades da Prefeitura só são realizadas com a água de reuso, levando a economia de 80 mil litros de água diariamente.
Agora empresas da construção civil também podem utilizar a água tratada, desde que atendam algumas exigências estabelecidas na Norma de Utilização da Água das Estações de Tratamento.

Entre as exigências é preciso que a empresa tenha um engenheiro responsável que se comprometa a atender as especificações legais e a correta sinalização do transporte dessa água.

Outra exigência é ter um veículo próprio para o transporte da água tratada, não podendo ser utilizado também para transportar água potável.

A iniciativa sustentável pode servir de exemplo para que outras prefeituras e órgãos responsáveis encontre uma alternativa que venha a beneficiar não apenas o setor de construção civil, mas também de serviços de limpeza de empresas privadas e públicas.

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